Jean-Philippe eu pai Jean Rameau. Apesar de seus

Jean-Philippe Rameau nasceu em
Dijon, França, no dia 25 de setembro de 1683. Apesar de ser um compositor de
renome era uma pessoa muito reservada e devido a isso chegou até nós muito
pouca informação elativa a este grande nome da musica ocidental, especialmente
nos seus primeiros quarenta anos de vida. Nasceu numa família da pequena
nobreza e já conhecida devido a seu pai que era organista em algumas igrejas
como Dijon. Jean-Philippe Rameau recebeu formação musical pelo seu pai mesmo
antes de ser alfabetizado e talvez por isso mais tarde veio a seguir a mesma
carreira do se eu pai Jean Rameau. Apesar de seus pais desejarem que Rameau
fosse advogado, a sua paixão e talento natural pela música revelou-se cedo e
logo traçou o seu caminho. Ainda jovem deixou Dijon em rumou a Milão, Itália,
para se aperfeiçoar musicalmente, porém não permaneceu muito tempo. Após o sue
regresso a sua vida foi sempre inconstante, tendo estado a trabalhar em
diversas igrejas e cidades. A nível da sua criação musical temos em 1706 uma
coleção de peças para cravo intitulada “Pièces
de clavecin” (publicada em Paris), e inúmeras cantatas seculares e motetes.

Em 1722 radicou-se na capital
francesa, Paris, e foi nesse ano que publicou a obra que iria mudar a sua vida
com teórico musical, “Traité
de l’harmonie2 (Tratado de Harmonia), que fez imenso sucesso no meio
musical. Esta obra foi seguida pelo “Nouveau
système de musique théorique” (Novo Sistema de Música Teórica, 1726) e mais
duas coleções de obras de cravo. A despeito do sucesso alcançado como teórico e
compositor teve grandes dificuldades em arranjar emprego como organista.

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com 50 anos é que Rameau tomou a decisão de se restringir à composição de
óperas, ou seja tornar-se um operista. Ele próprio afirmou, o seu amor pela
ópera surgiu quando tinha doze anos. Anos mais tarde veio-se a revelar uma
escolha assertada pois foi essa decisão que o permitiu compor as suas tão
famosas óperas, as óperas que fizeram de Rameau um compositor que ecoou por
todo o Barroco e por toda a história da música.

A
sua primeira ópera, “Hippolyte et Aricie”,
estreou-se na Academia Real de Música em outubro de 1733, e foi imediatamente
aclamada como a mais notável ópera francesa desde a morte de Lully, mas desde
logo revelou-se um aspeto polémico no meio musical, isto porque Lully tinha
fundado uma tradição extremamente vincada no panorama operístico francês e o
aparecimento de Rameau e da sua genialidade ameaçava destronar essa tradição.
De um lado havia quem louvasse sua originalidade e a riqueza de suas ideias musicais,
e de outro se colocaram os tradicionalistas, para quem suas inovações harmônicas
pareciam dissonantes. Na
mesma época Rameau introduziu seu estilo no gênero mais leve da ópera-balé,
estreando com “Les Indes galantes”,
que teve grande sucesso. Seguiram-se duas tragédias líricas, “Castor et Pollux” (1737) e “Dardanus” (1739), e outra ópera-balé, “Les fêtes d’Hébé” (1739). Todos esses
trabalhos estão entre os seus melhores.

Uma nova fase
se iniciou em 1745, quando ele recebeu importantes encomendas da corte, assim
surgiu sua mais notável ópera cômica, “Platée”, bem como duas obras em
colaboração com Voltaire: a ópera-balé “Le temple de la gloire” e comédia-balé “La princesse de Navarre”, que lhe valerem o
reconhecimento oficial e o título de Compositor da Câmara do Rei, com direito a
uma generosa pensão.

No mesmo ano Rameau entrou em
conflito com Jean-Jacques Rousseau. Embora mais conhecido como escritor,
Rousseau também tinha ambições musicais e escreveu a ópera “Les muses galantes”, inspirada na “Les Indes
galantes” de Rameau. No fim do ano, Voltaire e Rameau, ocupados com outros
trabalhos, encomendaram a Rousseau a escrita de recitativos para transformar “La princesse de Navarre” numa ópera, a
ser chamada “Les fêtes de Ramire”.
Rousseau então acusou o seu colega de não lhe dar os devidos créditos pelo
texto e pela música que o acompanhava, porém, musicólogos contemporâneos não
conseguiram encontrar nada dele na ópera. Não obstante, Rousseau a partir de
então criou uma inimizada com Rameau que perdurou até o final das suas vidas.
Isso originou a segunda grande polémica na vida de Rameau.

Os últimos anos de Rameau
foram de declínio, apesar de continuar a compor as composições e o material
criativo já se notava debilitado. Rameau em 1764
foi enobrecido com o título de cavaleiro. Rameau morre então em Paris, 12 de
setembro de 1764- Foi um dos maiores compositores do período Barroco-Rococó.